Fratura de punho é mais comum do que se imagina

Fratura de punho é mais comum do que se imagina

Ortopedista Paulo Marcel Yoshii, da Clínica Ortovita, salienta que elas atingem mais jovens e mulheres no período pós-menopausa

 

Quando se fala em fratura de punho, logo se imagina algo raro de acontecer. Mas não é bem assim. Para se ter uma ideia, fraturas do rádio distal (osso que se estende pela parte lateral do antebraço e vai do cotovelo até o punho) respondem em média por um sexto de todas aquelas que podem acometer o corpo humano.

A maior incidência é em mulheres na fase de pós-menopausa, mas elas também apresentam índice alto entre os jovens, em razão de traumas, como acidentes automobilísticos ou domésticos. “Isso acontece geralmente por que o punho é uma região que fica mais exposta, muitas vezes é usada para se defender da queda e proteger outras partes do corpo”, explica o ortopedista Paulo Marcel Yoshii, da Clínica Ortovita, de Londrina.

“Nas mulheres, observamos que as fraturas são mais comuns entre os 50 a 65 anos, o que indica uma relação com o aparecimento da osteoporose, doença conhecida pelo enfraquecimento dos ossos”, acrescentou o médico, que é especialista em cirurgia da mão.

Menos graves que as fraturas as fissuras também são bastante comuns, porém não é indicado abrir mão do acompanhamento médico. “Caso não sejam tratadas as fissuras podem causar dor e calcificação do local atingido, podendo até prejudicar a mobilidade e os movimentos da articulação”, salienta Yoshii.

O médico orienta que o primeiro cuidado a ser tomado após uma queda em que possa haver fratura do punho é procurar ajuda médica. Colocar gelo no local fraturado é uma alternativa importante para aliviar a dor. Os sintomas geralmente são dores, inchaço e, eventualmente, deformidade no local.

Em casos com grau de gravidade baixo, a imobilização do local é uma alternativa eficiente. Nos mais avançados, a indicação é cirúrgica. “A grande vantagem da cirurgia em relação à imobilização é a qualidade da recuperação e o retorno mais rápido às atividades diárias”, aponta o ortopedista.

Poucos dias após a cirurgia o paciente já pode iniciar os exercícios de reabilitação e não é necessário utilizar gesso. A fisioterapia é um aliado importante para recuperar a mobilidade e reduzir o inchaço.

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